segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sem raça não se vence gigantes; Santos joga mal e é humilhado pelo Barcelona que conquista o munidal.

      Rafael nada pode fazer, e teve uma bela atuação (santosfc.com.br)

Domingo, dia 18 de Dezembro de 2011; um dia para se esquecer de futebol e de como foi triste e ruim para o coração da torcida santista.

Não falarei do jogo da forma como sempre me utilizo, mas usarei uma forma estilo de blog mesmo na forma de comentário.

Foi uma partida em que um time grande e de camisa como o Santos, se entregou sem se esforçar um pouco contra uma equipe que realmente, é fantástica mas que não sofreu um pouco, como sofre quando enfrenta grandes times, só que no final vence,

O Barcelona, mostrou ao Santos como que é o futebol bonito e coletivo onde cada dos atletas que integram o elenco, tem uma grande importância para se fazer o resultado esperado. O peixe viu o time catalão tocar bola e quando conseguia para-los, iam com medo e chegavam a se desculpar, mostrando uma pequenez que não condiz da instituição Santos Futebol Clube.

Após o primeiro gol, que aliás foi uma belissíma falha de Durval, o time alvinegro praiano, se entregou e mostrou para os espanhóis que não tinham nenhuma chance, o que não é característica de um time sul-americano que sempre se utilizam da raça e da forte marcação, e ás vezes, usam os craques que têm em seus elencos.

Após o gol que ocorreu aos 17  minutos que Messi fez por cobertura, o peixe não conseguiu chegar ao ataque e aos 24 veio o golpe final na minha opinião, quando Xavi marcou um lindo gol, após bela jogada de Daniel Alves.

Todos os gols, vieram em falhas de marcação que não conseguiam afastar uma bola sequer e permitiam os "Reis da bola" no momento, se aproximarem do gol. O terceiro gol foi uma prova da falha da marcação quando ninguém acompanhou Daniel Alves que cruzou, o goleiro Rafael espalmou e no rebote, livre sem marcação e com dois atletas do seu lado, Fabregas marcou o terceiro.

O segundo tempo, o time do Barcelona, deixou o Santos chegar um pouco e mostrar algo que seria futebol, mas o que se viu foi um time nervoso, e sem aproveitar as raras chances de gol que foram claras nos pés de Neymar e Borges.

O quarto veio para fechar o caixão e mandar o time acovardado do Santos, de volta para seu país para através dos seus erros, aprender a jogar um mundial como um sul-americano, porque futebol contra o Barcelona não tem como.

Agora temos que aguardar o próximo ano onde com esses erros, o peixe tende a vencer a libertadores novamente porque tem um belo time e tende a reforça-lo para lutar por vários títulos, já que no dia 14 de abril, completará 100 anos, o que é de fato, uma data especial.

Mais cedo ocorreu uma partida que eu confesso que não acompanhei onde nos pênaltis o time do Al-Sadd venceu o Kashiwa por 5x3 e conquistou o terceiro lugar.

Postado por: Guilherme Sernajoto


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Goleada sem brilho; Barcelona joga mal, mas goleia Al-Sadd e encara o Santos na final.

                       time unido após o terceiro gol, marcado por Keita (globoesporte.com).


É impressionante como joga este time do Barcelona. mesmo não atuando bem, o time conseguiu sem muito esforço, golear a equipe do Qatar do Al-Sadd pelo placar de 4x0.

Imaginando a vitória, o time catalão poupou alguns atletas, pensando na partida da final contra o Santos, tendo o lateral Daniel Alves, o zagueiro Pique, o meia Xavi, poupados pelo técnico Joseph Guardiola.

O jogo começou da mesma forma de sempre, com o time espanhol tocando e tocando a bola mas na hora da finalização, aparecia um marcado adversário para impedir o avanço até o gol.

O time do Al-Sadd, não conseguia ir até o ataque e muitas vezes, nem chegava ao circulo central do meio-de-campo, o que mostrava a total superioridade barcelonista, que apesar do total domínio, levava a partida no famoso "Banho-Maria", com muita tranquilidade, esperando apenas o momento mais fácil de marcar.

O gol até demorou para sair, porque por mais que o barça pressionasse, o time do Qatar marcava corretamente, mas aos 24 minutos, veio o que o Barcelona esperava, quando em um lançamento na área de Pedro, o marcador do Al-Sadd se perdeu com seu goleiro, deixando a bola livre para o lateral Adriano marcar, Barça 1x0.


O lance, deixou o time asiático com a moral para baixo, já que o time queria segurar os espanhóis o máximo possível. A porteira abriu aos 43 minutos, quando em uma saída errada do goleiro Saqr, Thiago tocou para Adriano que finalizou para o gol, marcando seu segundo tento, Barça 2x0.


O Al-Sadd não conseguia assustar, só levou algum perigo ainda no primeiro tempo em dois lances de Keita que passou por marcadores e finalizou por cima do gol, fora isso, foi um time que só se preocupou em se defender.


Na segunda etapa, o barcelona voltou melhor porque Messi voltou inspirado e aos 18 ele mostrou porque é considerado o melhor do mundo, quando fez uma bela jogada e tocou para Keita, que invadiu a área e marcou, barça 3x0.


              Messi foi mal no primeiro tempo, já no segundo, foi bem melhor (globoesporte.com).


O argentino queria o dele e quase fez de bicicleta, mas sem ângulo a bola foi para o lado. Maxwell entrou no lugar de Abidal e marcou o gol que encerrou o treino catalão aos 35 minutos, quando em uma troca de passes, o lateral brasileiro recebeu pelo lado esquerdo, e com espaço, finalizou forte mas contou com a ajuda do goleirão Sagr, que dos quatro gols, falhou em três sendo o primeiro e o último, os mais impressionantes.


Até o final do jogo, o time do Barcelona na base do olé, apenas tocou bola e aguardou o apito final. Com a vitória, o Barcelona enfim realizará o sonho do mundo inteiro; ver o duelo entre duas potências mundiais, Santos x Barcelona, acontecerá, no próximo domingo (18), com transmissão do mundo inteiro para descobrir quem é melhor, Neymar de 19 anos, ou Messi de 24 anos; Europa ou América do Sul; Brasil ou Espanha, seja qual for sua pergunta, a resposta virá no domingo com a massa santista no Japão, no brasil e no restante do mundo na torcida pelo peixão, que busca sua tão sonhada terceira estrela.


Boa sorte peixe, estamos contigo; busque está estrela, e mostre que o futebol brasileiro é o melhor do mundo e que somente com nossos jogadores, é que eles se destacam.


Postado por: Guilherme Sernajoto



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Que bonito peixão; Santos faz três golaços, vence o Kashiwa, e está na final.

Antes de falarmos do jogo mais esperado desta quarta-feira, não podemos esquecer que antes do jogo do Santos, tivemos a disputa do 5° lugar no Mundial, onde o Monterrey sofreu mas venceu o Espérance da Tunísia, pelo placar de 3x2. O Espérance abriu o placar  com Yannick Ndejeng aos 31 minutos do primeiro tempo, aos 39 minutos, veio o empate em uma cobrança de escanteio que Hiram Mier de cabeça empatou para o Monterrey; Aos 43 minutos, veio a virada novamente de cabeça só que com Aldo De Nigris e logo no primeiro minuto da segunda etapa Jesús Zavala ampliou e aos 31 o Esperance diminuiu mas perdeu o jogo com gol de pênalti de  Khaled Mouelhi.



                                            Gênio Neymar após o gol (globoesporte.com)


Agora sim, vamos ao jogo que interessa onde o Santos venceu o Kashiwa Reysol pelo placar de 3x1, em uma partida muito difícil mas que deixou claro a superioridade do peixe perante os japoneses.


A partida se iniciou às 8:30 horário de Brasília e 19:30 horário japonês. A torcida santista invadiu o estádio Toyota Stadium, e cantou bonito antes, durante e depois do jogo.


O peixe entrava em campo com o que tinha de melhor a disposição e com muita ansiedade. O jogo começou com o Kashiwa marcando pesado e o peixe se utilizando do jogo bonito para passar pelos marcadores japoneses.


O Santos logo no inicio quase marcou quando em uma bobeada da defesa japonesa, Neymar chutou na trave, levando perigo. Após esse lance o peixe, começou a desenhar seu jogo na partida, apesar do time japonês ter uma posse de bola maior que o time da Vila Belmiro.


Neymar já mostrava seu talento e magia com dribles rápidos e toques de classe, que deixa seus marcadores literalmente, sem rumo. Ganso também esbanjava categoria com direito a toque de letra e até chapéu. Na defesa Danilo era o destaque com raça e bom apoio pelo lado direito. 


O gol do peixe não demorou a sair, e ele aconteceu aos 19 minutos, quando Ganso tocou para Neymar, que dominou, ajeitou para chutar, deu um lindo corte em Otani que ficou no chão, ajeitou para a perna esquerdam e bateu colocado no Ângulo direito de Sugeno, um gol de placar, Santos 1x0.


O segundo gol não demorou para vir e ele aconteceu aos 24 minutos, quando Bruno Rodrigo tocou para Durval pela lado esquerdo, o zagueiro improvisado de lateral, tocou para Borges que dominou e chutou colocado fazendo mais um lindo gol, Santos 2x0 e muita festa com direito a piruetas de Borges que são sua marca.


O gol fez o time do peixe relaxar e esperar os contra-ataques para chegar com perigo e a primeira etapa acabou assim com a vitória do peixe. No segundo tempo, o jogo mudou de figura e o Kashiwa saiu mais para o jogo mas continuava a deixar espaços para o peixe e em uma delas quase veio o terceiro gol quando Neymar recebeu no ataque, e deixou Danilo de frente para o gol, mas o lateral finalizou em cima do goleiro.


Elano sumido durante a partida, participou apenas de uma lance de perigo santista quando ele cruzou para a área, a zaga afastou, Ganso pegou o rebote, tabelou com Neymar e finalizou fraco para o gol.


Quem acreditava que a partida estava liquidada, se enganou e aos 8 minutos, o time japonês daria o ar de sua graça, quando em uma cobrança de escanteio de Jorge Wagner, o lateral Sakai, subiu mais que Henrique, e tocou de cabeça para o fundo das redes, Santos 2x1.


O gol deixou o peixe atordoado e isso fez com que o time do Kashiwa crescesse na partida deixando a torcida santista no mundo inteiro, com os cabelos brancos, pois o time de Nelsinho Baptista crescia a cada ataque mas não conseguia aproveitar.


O peixe se acalmou aos 17 minutos, quando Danilo fez uma bela jogada com Neymar e sofreu falta; na cobrança, o camisa 4 do peixe marcou um golaço, tirando a bola do alcance de Sugeno, santos 3x1.


O gol não abalou o Kashiwa Reysol, que teve mais duas chances claras de gol com Sawa, mas não aproveitou; na primeira, Jorge Wagner fez um lindo lançamento para Sawa que invadiu a área e chutou na trave de Rafael, na segunda chance, Leandro Domingues cruzou, a bola passou por todo mundo e Sawa novamente livre, de frente para o gol aberto, chutou por cima, perdendo um gol que qualquer jogador faria.


O último lance de perigo do jogo, foi com Ibson que entrou durante o segundo tempo no lugar de Borges; ele tabelou com Ganso e finalizou forte no travessão e por pouco não fez o gol que faria da partida uma goleada.


Com isso o tempo foi passando o time do kashiwa começou a lançar a bola na área, fazendo o famoso chuveirinho, mas não conseguia assustar mais o peixe.


O Santos venceu a partida e agora sonha com o Barcelona que joga amanhã no mesmo horário, contra o time do Al Sadd, do Qatar, Campeão da Ásia.


Vamos torcer pelo peixe que segue nos alegrando com bons jogos e lindos gols. que diante do Barcelona, mostre que a soberba dos espanhóis não se pode contra a malandragem e habilidade brasileira, e que Neymar, mostre que é muito, mas muito melhor que um tal de Lionel Messi.


Postado por: Guilherme Sernajoto.


SANTOS 3 x 1 KASHIWA REYSOL-JAP
Local: Toyota Stadium, em Toyota (Japão)
Data: 14 de dexembro de 2011, quarta-feira
Horário: 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)
Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani (ambos da Itália)
Cartões Amarelos: Leandro Domingues e Kurisawa (Kashiwa Reysol); Henrique (Santos)
Gols:
SANTOS: Neymar, aos 18, e Borges, aos 23 minutos do primeiro tempo; Danilo, aos 17 do segundo tempo.
KASHIWA REYSOL: Sakai, aos oito minutos do segundo tempo.
KASHIWA REYSOL: Sugeno; Kondo, Masushima, Hashimoto (Hyodo) e Sakai; Otani, Leandro Domingues, Jorge Wagner e Kurisawa; Tanaka (Sawa) e Kudo (Kitajima)
Técnico: Nelsinho Baptista

SANTOS: Rafael; Danilo (Bruno Aguiar), Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Henrique, Arouca, Elano (Alan Kardec) e Ganso; Neymar e Borges (Ibson)
Técnico: Muricy Ramalho





segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Em rodada dupla, Kashiwa vence e encara o peixe, e Al Sadd enfrenta o Barcelona.

  O treinador do peixe, Muricy Ramalho acompanhou o jogo Kashiwa x Monterrey (globoesporte.com)


Duas partidas definiram quem serão os adversários de santos e Barcelona neste domingo. Sob os olhares de Muricy Ramalho, o time japonês do Kashiwa Reysol, venceu o favorito Monterrey do México, nos pênaltis, pelo placar de 4x3, depois de terem empatado por 1x1 no tempo normal.


Antes do duelo entre Kashiwa x Monterrey, o Espérance, representante africano, encarou o Al Sadd do Qatar, campeão asiático, onde teve a vitória do time da Ásia, pelo placar de 2x1.


Começando pela partida mais emocionante do torneio até aqui, o Kashiwa Reysol, dos brasileiros Jorge Wagner, Leandro Domingues, e do treinador Nelsinho Batista, sofreu diante dos mexicanos do Monterrey. O Monterrey foi melhor na primeira parte do jogo, assustando mais os rivais japoneses.O time do México era melhor e assustava muito os japoneses, através da dupla Neri Cardozo e Suazo que ambos tiveram uma boa chance cada de marcar. Somente no final do primeiro tempo que o goleiro do Monterrey, Orozco trabalhou de fato, mostrando a superioridade mexicana.


                             Leandro Domingues marcou um belo gol (globoepsorte.com)


No segundo tempo, os mexicanos seguiam melhor mas como diria o treinador do Santos Muricy Ramalho: "A bola pune". Realmente a bola puniu o campeão da Concacaf aos 7 minutos, quando Tanaka, destaque do primeiro jogo, invadiu a área e cruzou para o brasileiro Leandro Domingues finalizar bonito, de primeira do ângulo do goleiro mexicano, Kashiwa 1x0.


 O gol não abalou os mexicanos e aos 11 minutos, pouco tempo depois do gol japonês, veio o empate. César Delgado recebeu a bola no ataque e tocou para o companheiro Suazo que livre, sozinho empurrou paras redes, Kashiwa 1x1.


Bastante cansado, o Monterrey teve muitas dificuldades para na prorrogação, manter o bom ritmo do primeiro e do segundo tempo. Seu principal jogador, Suazo, estava cansado mas permanecia em campo para por ser uma referencia e apresentar perigo ao Kashiwa.


O Kashiwa, estava melhor fisicamente, do que no primeiro jogo diante do Auckland City, e ditou o ritmo do jogo, mas durante a prorrogação tivemos apenas umas única chance que saiu dos pés de Suazo, que sozinho, finalizou por cima do gol. A partida foi para o pênaltis e quem se saiu melhor foi o time japonês que venceu por 4x3.( veja a relação das penalidades abaixo).



DECISÃO POR PÊNALTIS
KASHIWA REYSOLMONTERREY
Leandro DominguesMarcouLuchoPerdeu
Jorge WagnerMarcouSuazoMarcou
KurisawaMarcouAyoviMarcou
TanakaPerdeuOrozcoPerdeu
HayashiMarcouDelgadoMarcou


A partida entre Espérance x Al Sadd foi uma grande decepção. O time do Qatar, buscava um jogo de mais troca de passes, enquanto o time africano, jogava na base da raça o que é característica do futebol Africano


As melhores chances, eram do time da Tunísia, que perdia gols incríveis enquanto o Al Sadd busva nos contra-ataques um gol para mudar a história do jogo. Aos 32 minutos, veio o gol sonhado pelos catarianos quando Keita passou pela marcação e soltou uma bomba, o goleiro tunisiano espalmou para trás e de surpresa, Al Khalfan apareceu para marcar, Al Sadd 1x0.


No segundo tempo, o time do Qatar matou o jogo logo aos 3 minutos, quando em uma bela jogada, Belhadj cobrou falta no segundo pau, o sul-coreano Lee desviou para o meio da área e o zagueiro Koni só empurrou, Al sadd 2x0.


Desesperados, o tunisianos se utilizavam das bolas aéreas para marcar e conseguiu aos 15 minutos, quando em um cruzamento venenoso para a área,  e Darragi tocou de cabeça e o goleiro frangou, Al sadd 2x1.


O gol fez o treinador do Al sadd, Jorge Fossati (ex-inter), recuar o time e com isso viu o time da Tunísia marcar dois gols, só que para a sorte dele, foram anulados, sendo o primeiro bem e o segundo mal o que gerou revolta da torcida do Espérance, que começou a atirar objetos em campo, o que de fato não adiantou em nada, já que o Espérance está eliminado.


    Kader keita foi o melhor em campo e promete raça contra o Barcelona (globoesporte.com)


Restam agora saber o que Kashiwa Reysol e Al Sadd, farão contra Santos e Barcelona, já que como sabemos o time da America do Sul e o da Europa são ligeiramente favorito, mas futebol é futebol e tudo é possível.


Postado por; Guilherme Sernajoto





sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Carimbou? Não!


Valdívia foi expulso no clássico contra o Corinthians.
(Foto: Agência Estado)


     Em jogo válido pela última rodada do Brasileirão, o Palmeiras não conseguiu satisfazer o desejo de seu torcedor. Teve o desprazer de entregar a faixa para seu maior rival, consagrando o time alvinegro Campeão Brasileiro de 2011. O time alviverde não conseguiu carimbar a faixa corintiana, mais que isso, viu Jorge Henrique brincar com o time palmeirense. Falta de respeito? não, o chileno Valdívia abusa do mesmo artifício em jogos de alta tensão. A diferença, como o próprio jogador corintiano citou, foi a de que: Em Presidente Prudente, quando o Palmeiras vencia por 2x1 e o mago fez das suas, o time de Parque São Jorge observou e nada fez, apenas cercou o lance. Ao contrário disso, João Vitor e companhia trataram de transformar o clássico numa selvageria sem tamanho e proporcionaram uma cena lamentável no campo de jogo. Uma pena, o campeonato foi de alto nível até os seus últimos minutos, no entanto, a cena proporcionada pelos "valentões alviverdes" só enfatiza a falta de preparo do elenco palmeirense para jogos decisivos.  
    O jogo em si foi favorável ao Palmeiras. No primeiro tempo, todas as ações partiram do time alviverde, com o time corintiano todo recuado, preso nos próprios erros. Quando o Palmeiras tinha a posse da bola conseguia trocar alguns passes, sem arriscar muito, mas com o comando total da partida. Os jogadores do Corinthians mal conseguiam tocar na bola e quando o faziam, erravam passes bobos, demonstrando nervosismo e impaciência, características de um time que está tenso em campo. Ao final do primeiro tempo, a chance mais clara do time alvinegro.William foi derrubado dentro da área. O time inteiro foi pra cima da arbitragem pedindo pênalti, porém, o arbitro nada marcou.
   Logo na volta do segundo tempo, aos 2 minutos de jogo, Valdívia, em lance duvidoso, foi expulso após entrada forte sobre o meia Jorge Henrique. Discussões a parte, Valdívia foi com força desproporcional e de certa forma, mereceu a expulsão. A partir daí o Palmeiras não conseguiu pressionar coma mesma eficácia do primeiro tempo. Em uma unica chance, Fernandão, meio que se querer, cabeceou a bola na trave, após cruzamento de Marcos Assunção. Na volta, Luan chutou muito forte, isolando a bola e as chances do Palmeiras de tirar o titulo de seu maior rival na capital paulista. A expulsão de Wallace pouco influenciou na partida, tendo em vista que, o Palmeiras já não tinha mais forças para mudar o panorama da partida.
    Ao apito do arbitro, a torcida corintiana explodiu de felicidade, os jogadores palmeirenses, mais calmos, foram para os vestiários, lamentando o titulo do rival e a premiação, que com certeza foi perdida, pelo objetivo não conquistado. Vale ressaltar o empenho do time durante toda a partida, sobretudo no primeiro tempo, em que a equipe palmeirense dominou o confronto, deixando o torcedor rival aflito nas arquibancadas do Pacaembu. 
    O Campeonato Brasileiro chega ao fim. Um ótimo ano para o futebol brasileiro, que conseguiu enfim, destacar a importância do campeonato por pontos corridos. Apesar de ser adepto do chamado ''mata-mata'', e contrário as atitudes que a CBF tem no comando do futebol brasileiro, quero e devo elogiar aqui a atitude da entidade máxima do futebol nacional, ao colocar todos os clássicos nas ultimas rodadas do Brasileirão. Vários jogos emocionantes, com níveis de disputa distintos, elevaram o nível do campeonato em técnica, emoção e vontade, tudo o que faltou nos anos anteriores, em que as ''entregadas'' caracterizaram os términos de competição.
   Agora é esperar o ano de 2012 chegar, até lá, para que o blog não fique estagnado no marasmo do calendário de férias do futebol brasileiro, tentarei na consciência de minha sabedoria, comentar as contratações do Palmeiras, até o início do Paulistão 2012. Alguns jogadores já estão encaminhados, casos de Juninho, lateral esquerdo do Figueirense e do também lateral esquerdo Kleber, atualmente no Internacional.

Espero ter notícias em breve.

Postador por: Guilherme Henrique.







quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Em uma partida sem surpresas, Kashiwa Reysol vence Auckland City e encara o Monterrey.

                    Festa dos jogadores após o segundo gol do Kashiwa na partida (band.com.br)


Começou o torneio mais importante do Santos, pós era rei Pelé: o Mundial Interclubes que está sendo disputado no Japão.


O campeão nacional Kashiwa Reysol enfrentou o campeão da Oceania Auckland City da Nova Zelândia, e venceu pelo placar de 2x0, em uma partida sem muitas dificuldades.


Nos primeiros lances da partida, ficou bem evidente a diferença técnica entre as duas equipes: sendo o Kashiwa, mais técnico e o Auckland, mais na base da raça. Com dois brasileiros em campo (Jorge Wagner e Leandro Domingues), além do técnico Nelsinho Batista, o time tratou logo no inicio de mostrar quem era o mais forte.


Com toques rápidos, sempre passando pelos pés da dupla brasileira, o time japonês, buscava pelas laterais, espaços para cruzamento que é a jogada mais forte da equipe, tanto que em uma delas, a zaga neozelandesa afastou em cima da linha do gol.


A pressão foi crescendo, e o time do Kashiwa demonstrava que a qualquer momento poderia marcar seu gol e ele até demorou a aparecer, ocorrendo aos 37 minutos, quando Tanaka, em uma bela jogada individual, conseguiu girar sobre dois marcadores,  invadir a área, ajeitar para a perna esquerda, e com muito espaço, fuzilar no canto direito do goleiro, que o deixou aberto, Kashiwa 1x0.


Após o gol, o time do Auckland abriu mais ainda os espaços, e com boa troca de passes, o Kashiwa chegava ao ataque com  extrema facilidade e aos 39 minutos, pouco tempo depois do primeiro gol, veio o segundo. Em jogada de bola parada, Leandro Domingues cruzou para a área, o lateral Sakai (pretendido pelo Santos), cabeceou na trave, no rebote, Hashimoto chutou na zaga, e a bola sobrou para o atacante Kubo, que dominou, e com o gol aberto na sua frente, finalizou forte, sem chances de defesa, Kashiwa 2x0.


O jogo estava muito fácil para os japoneses, tanto que até o brasileiro Leandro Domingues, perdeu gol quando aos 43 minutos, ele recebeu bola livre e de frente para o gol, tentou uma cavadinha que foi para longe.


Com bastante desgaste físico, por conta do fim do campeonato local, o time japonês, se deu ao luxo de relaxar na partida e permitir que o time neozelandês, crescesse no jogo, buscando diminuir o placar, mas mesmo assim, o time de amarelo, teve ainda mais duas chances de gol, sendo uma na trave e outra na rede pelo lado de fora.


A melhor chance do Auckland City, ocorreu aos 33 minutos, quando em uma bela cobrança de falta de Mullingan, o goleiro do Kashiwa Sugeno, fez uma bela defesa de mão trocada. 


Com a partida sobre controle, restou as duas equipes aguardarem o apito final de Nicola Rizzoli, da Itália, para o fim do encontro.


Classificado, o Kashiwa Reysol, encara agora o Monterrey do México neste domingo (11), às 8:00, pelas quartas-de-final do torneio; quem passar deste jogo, encara o glorioso Santos Futebol Clube, em luta pela classificação para a final deste Mundial Interclubes 2011.


Postado por: Guilherme Sernajoto



 







quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mundial Interclubes 2011 Japão (Cobertura completa de todos os jogos).



Olá amigos do Vitrine Paulista!
Gostaria de pedir desculpas a todos pela minha ausência, nessas últimas rodadas do Brasileirão. Os motivos, foram problemas pessoais já resolvidos e como forma de desculpas, venho por meio desta, firmar uma obrigação com todos; de fazer uma bela cobertura do principal torneio interclubes do ano, aquele em que os campeões de cada continente se enfrentam: o Mundial Interclubes. 

Desta vez de volta para o Japão, o torneio promete grandes emoções como um possível confronto entre Santos e Barcelona, que sem dúvidas tende a ser um dos maiores jogos de todos os tempos.

Amanhã (8/12) já estará aqui no blog, o primeiro jogo do torneio. Válido pelas quartás, o time do Kashiwa Reysol de Jorge Wagner (ex-São Paulo), Leandro Domingues (ex-Vitória), e do treinador Nelsinho Batista (Campeão Brasileiro de 1990 pelo Corinthians), enfrenta o time do Auckland City da Nova Zelândia que disputou o torneio em 2006 sendo eliminado pelo Al-Ahly do Egito que mais adiante na semi-final, foi derrotado pelo Sport Clube internacional pelo placar de 2x1.  Seu maior destaque é o capitão Ivan Vicelich, que disputou a Copa do Mundo de 2010 na Afríca do Sul, defendo a Nova Zelândia. O time foi fundado em 2004 e não possui profissionalismo esportivo, já que seus atletas têm outras profissões, sendo um clube amador.

 Essa partida, será disputada às 8:45 com transmissão do Sportv, Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan.

Para os palmeirenses, é a chance de assistir quem sabe o futuro reforço do time; Jorge Wagner que vem sendo sondado pelo time alviverde, além de acompanhar a festa da bela e fanática torcida japonesa.

Postado por: Guilherme Sernajoto


domingo, 4 de dezembro de 2011

Doutor Campeão, no dia da morte do Dr. Sócrates, Corinthians sagra-se pentacampeão Brasileiro




torcida corinthians pacaembu (Foto: Marcos Ribolli/ GLOBOESPORTE.COM)
Torcida teve papel importante no título   Foto: GE.com

  

  Com muita luta e sofrimento, sentimentos que o torcedor corinthiano conhece bem, foi assim que se baseou a conquista do Corinthians no pentacampeonato nacional, pena que um dia tão especial para o alvinegro marcou a morte do doutor da bola, o craque da Democracia Corinthiana Sócrates. O Magrão morreu em decorrência de choque séptico, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
  Depois da confirmação da morte do Doutor, várias homenagens foram prestadas para o ex-craque no Brasil e na Europa.Todos os jogos da última rodada do Brasileirão tiveram um minuto de silêncio.
  Com a bola rolando foi toda a emoção e apreensão que cercou este campeonato tão equilibrado. No dérbi paulista a partida foi truncada e com confusão entre os atletas, além da agressão covarde de Luan em Jorge Henrique, no total foram quatro expulsos, dois de cada time, Wallace e Leandro Castán pelo Timão e Valdivia e João Vitor pelo alviverde.
  A partida foi fraca tecnicamente, com muita disputa, mas poucas chances de gol. No 1° tempo, o Palmeiras foi melhor, com mais posse de bola, mas sem levar perigo ao gol de Julio Cesar. O Corinthians tentava jogar com a bola longa sem trabalhar a bola no setor de meio campo, com problemas na saída de bola, já que Wallace substituto de Ralf só se preocupava com a marcação. Paulinho e os laterais estavam muito atrás, sem subir ao ataque. Na única jogada vem que trabalhou a bola, Alex achou Alessandro que tabelou com Willian que invadiu a área e foi levemente derrubado por Leandro Amaro, pênalti não assinalado, no Rio de Janeiro o Vasco ganhava no primeiro tempo e em caso de derrota, o Timão perderia o título.
  Na volta do intervalo, o Corinthians voltou mais aceso e querendo jogo. Valdivia deu uma entrada dura em Jorge Henrique acertando uma cotovelada e sendo corretamente expulso. O Corinthians não se aproveitou da vantagem numérica, Tite preferiu deixar Wallace em campo para fortalecer a marcação, o treinador é questionado por privilegiar a marcação, este é o método do Corinthians de jogar, um time dedicado e aplicado na marcação, que se preocupa primeiro em não tomar o gol, depois em fazê-lo.
julio cesar corinthians campeão brasileiro (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
Julio César comemora título Foto: Marco Ribolli/ ge.com
  No Rio de Janeiro o Flamengo empatou e o título caminhava para o Parque São Jorge. Para aumentar o sofrimento, Wallace foi expulso, Fernandão que entrara  no 2° tempo acertou a trave em cabeceio. O Timão se segurava, rechaçava qualquer ataque do time verde, a vitória para o time já não era necessária, somente manter o empate, algo frustrante para um time como o Corinthians, mas como o time é limitado, o torcedor entendeu e abraçou o time, empurrando e gritando o jogo inteiro, a torcida deu um espetáculo.
Jorge Henrique provocou uma confusão dando o chute no vácuo para provocar o Palmeiras e Valdivia, Thiago Heleno partiu para briga e por pouco não houve tumulto generalizado. Luan chutou Jorge Henrique covardemente na frente do bandeira e não foi expulso, apenas Leandro Castán e João Vitor. Futebol que é bom nada, o jogo foi brigado e não jogado. Com o empate por 0x0, o Timão tornou-se pentacampeão.
  O título foi merecido, o Corinthians teve a melhor defesa e ficou 27 rodadas na liderança, é um time limitado e batalhador, mas com bons valores, um time que com seus jogadores em condições físicas plena e com alguns reforços o time ficará competitivo.
  Parabéns Corinthians, e Dr. Sócrates descanse em paz, eternamente em nossos corações.



FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 4 de dezembro de 2011, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Gasse (ambos Fifa-SP)
Cartões amarelos: Alex, Jorge Henrique, Alessandro, Liedson, Chicão (Corinthians). Patrik, Leandro Amaro, João Vitor (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Wallace e Leandro Castán (Corinthians); Valdivia e João Vitor (Palmeiras)


CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho, Wallace e Alex; Willian (Chicão), Jorge Henrique (Moradei) e Liedson
Técnico: Tite

PALMEIRAS: Deola; Cicinho (Maikon Leite), Leandro Amaro, Henrique e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik (João Vitor) e Valdivia; Luan e Ricardo Bueno (Fernandão)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

postado por Felipe Fernandes

São Paulo goleia Santos, mas está fora da Libertadores

Fabuloso celebra: mais dois gols para a coleção. (Vipcomm)
  Quando um time não tem competência para se aproveitar das inúmeras oportunidades ao longo de um campeonato com oito meses de duração, não dá para esperar que, por milagre, a sorte ajude e dê tudo certo no último dia de competição, não é? E foi exatamente isso que aconteceu com o São Paulo. Jogando em Mogi Mirim, local para onde arbitrariamente a séria e isenta CBF deslocou o jogo (sim, o São Paulo foi punido com a perda do mando de campo mesmo sem ter feito nada), o Tricolor passou fácil pelos reservas do Santos e venceu por 4x1, com outra boa aparição de Luís Fabiano, que, após tanto sofrer ao longo da temporada, ainda terminou o Brasileiro com seis gols marcados. Cícero e Lucas marcaram os outros gols tricolores, enquanto Elano, um dos poucos nomes conhecidos pelo lado alvinegro, descontou para a equipe da Baixada. Como bem disse Rogério Ceni após a derrota derrota diante do Palmeiras, o Tricolor precisaria de três "milagres". E dois deles aconteceram, curiosamente, os mais improváveis: o Figueirense só empatou contra o lanterna Avaí e o Coritiba perdeu para o rebaixado Atlético-PR. Porém, o Internacional venceu o Grêmio, ficando com a última vaga brasileira para a Libertadores 2012, forçando assim, o São Paulo a jogar novamente a Copa do Brasil no próximo ano.
Cícero e Lucas também marcaram em Mogi Mirim. (Vipcomm)
  Como não assisti ao jogo, fica difícil detalhar melhor os principais lances. Mas fica o fato de Tricolor ter voltado a vencer um clássico, algo que em 2011 só havia acontecido no histórico 2x1 contra o Corinthians, em Barueri, ainda pelo Campeonato Paulista, e mais uma vez o oportunismo de Luís Fabiano. Claramente, custou muito caro todo o tempo que o camisa nove demorou para voltar aos gramados. Pelo menos, fica para o torcedor são-paulino a boa expectativa sobre o que o Fabuloso pode render em 2012.
  Fazendo um balanço sobre a temporada que passou, 2011 foi mais um ano para ser esquecido na história do São Paulo. Se em 2010 pelo menos o Tricolor teve uma boa participação na Libertadores, nem isso teve no atual ano, marcado por inúmeros vexames, como a eliminação da Copa do Brasil contra o fraco Avaí, quando abriu o placar e podia até perder por 2x1 para se classificar, a goleada por 5x0 contra o Corinthians (com o time quase reserva, mas goleada é goleada sempre), derrotas em todos os jogos contra cariocas no Morumbi pelo Brasileiro e inúmeras trocas de treinadores. Ao todo, três técnicos estiveram a frente do São Paulo em 2011. Paulo César Carpegiani, após um trabalho razoável em 2010, quase caiu após o vexame na Copa do Brasil, ganhou fôlego com o bom início no Brasileiro e caiu após uma sequência de derrotas no nacional. Adílson Batista foi um desastre. Mais empatou que qualquer outra coisa. Quando chegou, o São Paulo estava em 2º lugar no campeonato, com sete vitórias em dez jogos. Com ele, o time jogou vinte partidas, e só venceu seis. Deixou o clube após vergonhosa derrota por 3x0 contra o modesto Atlético-GO, no Serra Dourada, com o time apenas na 8ª colocação. Emerson Leão chegou para "dar um gás", mas esbarrou num elenco totalmente descompromissado. Isso tudo sem contar Mílton Cruz, que assumiu por duas vezes, com duas vitórias e um empate no total.
Leão será decisivo na montagem da equipe para 2012.
(Globoesporte.com)
  Para 2012, tudo o que o torcedor são-paulino realmente espera é a reformulação prometida por Juvenal Juvêncio. A diretoria tricolor já afirmou que deseja montar uma equipe com "sangue nos olhos". Jogadores tidos como descompromissados deverão fazer as malas. Dagoberto, cujo contrato que se encerrará em abril e não será renovado, deve ir para o Inter já na virada do ano. Marlos, ao que consta, só espera a oficialização de uma oferta do futebol ucraniano para também deixar o Morumbi. Mas, para essa reformulação realmente ocorrer, outros nomes devem entrar nessa barca.
   Agora, é aguardar as movimentações do mercado. O São Paulo não pode, de modo algum, repetir em 2012 os mesmos erros de 2010 e 2011. Um clube desse porte não pode passar tanto tempo com o papel de coadjuvante. Já passou da hora de o São Paulo reagir e voltar a ser o gigante que sempre foi. De definido até o momento, apenas a permanência de Emerson Leão e a contratação do zagueiro Paulo Miranda, do Bahia. Mas, para que o ano novo seja de vida nova, muita coisa ainda precisa mudar.

Ficha técnica:
São Paulo 4x1 Santos
Estádio: Romildo Ferreira (Mogi Mirim)
Público: 4 824 pagantes (4 948 total)
Gols: Luís Fabiano (SP), aos 13', Cícero (SP), aos 33' e Lucas (SP), aos 38'/2ºT; Elano (SAN), aos 16' e Luís Fabiano (SP), aos 35'/2ºT
Cartão amarelo: Wellington (SP); Felipe Anderson e Bruno Aguiar (SAN)


São Paulo: Rogério Ceni; Jean, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Wellington, Denilson, Cícero (Piris, 19'/2ºT) e Lucas (Henrique, 40'/2ºT); Fernandinho (Marlos, 17'/2ºT) e Luis Fabiano
T: Emerson Leão


Santos: Vladimir; Pará, Bruno Rodrigo, Vinicius Simon e Éder Lima; Anderson Carvalho, Ibson, Elano e Felipe Anderson (Breitner, 21'/2ºT); Diogo e Alan Kardec
T: Tata


p.s.: Como não poderia deixar de acontecer, deixo aqui a minha homenagem ao grande Sócrates. Não bastasse o imenso talento dentro de campo, era também um sujeito diferenciado fora das quatro linhas. Inteligentíssimo, culto e politizado, quase um ET em meio aos jogadores aos quais estamos acostumados. Para quem não sabe, o Doutor quase veio para o São Paulo, no começo dos anos 1980. Porém, a diretoria tricolor bobeou e o corinthiano Vicente Matheus atravessou o negócio. Anos mais tarde, o São Paulo evitou que o mesmo acontecesse com seu irmão, o Mestre Raí. Descancanse em paz, Sócrates. E saiba que o futebol agora está não só mais triste, mas também menos inteligente.
O Mestre e o Doutor: DNA diferenciado. (Saopaulofc.net)




Postado por Éder Moura



sábado, 3 de dezembro de 2011

"Só no final, que você caiu na real, só no final..."

  A música "Só no final", do grupo de samba Turma do Pagode, retrata bem a situação do Palmeiras na reta final deste emocionante Campeonato Brasileiro de 2011. Nos últimos quatros jogos, foram dois empates e duas vitórias, a última, sobre o rival São Paulo no estádio do Pacaembu.
   Certamente que poucos acreditavam em uma vitória do Palmeiras diante de um adversário que, ainda briga por uma vaga na Libertadores do ano que vem, e quem sem sombra de duvidas, possui um elenco bem superior ao do time alviverde. No entanto, nenhum desses fatores foi suficiente para inibir o elenco palmeirense diante do time rival. Claro que o Palmeiras não dominou a partida, não foi soberano ou teve as melhores chances, mas mesmo assim, sem ser superior, também criou boas oportunidades, e foi eficiente em sua principal arma desde o começo do ano. Mais uma vez, Marcos Assunção tratou de decidir a partida a favor do time palestrino. O já consagrado volante de 34 anos, e agora capitão do Palmeiras, colocou mais um gol em sua conta e consolidou sua posição de principal jogador do elenco durante essa temporada. Aliás, com a saída de Kleber'30, e as discretas participações de Valdívia com a camisa alviverde, jogadores como Luan, Marcos Assunção e Maikon Leite, se tornaram peças fundamentais dentro do elenco palmeirense. Cabe ao tempo dizer, se eles podem suportar a pressão que lhes foi dada até o momento.
  Fato é, a vitória ajudou a criar mais uma crise dentro de um clube rival da capital paulista, e criou uma situação importante para a ultima rodada do Brasileirão: O Palmeiras se tornou um adversário indigesto para o líder Corinthians. Ninguém acreditava que o time alviverde poderia, de qualquer forma, complicar a vida do  clube de Parque São jorge na rodada decisiva do campeonato nacional, mas, como o futebol é mágico e misterioso, o Palmeiras conseguiu encarnar um espírito de time brigador, transformando a ultima rodada em uma penela de pressão, prestes a explodir no colo do time corintiano. Durante a semana, algumas pessoas destacaram uma possível vitória do Palmeiras sobre seu arquirrival, como maneira de dar a torcida uma espécie de alivio, apesar do ano medíocre que se passou por parte da academia alviverde. Porém, poucos acreditam que o Vasco possa vencer o Flamengo no clássico carioca. Na minha modesta opinião, o ano corintiano terminará de forma trágica, a começar pela eliminação perante o Tolima, ainda na fase de classificação da Taça Libertadores. Depois a derrota para o fantástico time do Santos na final do Campeonato Paulista. Como cereja do bolo, a derrota para o meu Palmeiras e uma vitória do Vasco, para selar de forma trágica, porém excitante, o ano do time alvinegro.
 

Postado por: Guilherme Henrique.